No CISNI, Coletivo Independente de Sobreviventes Não-Intencionais, enxergamos a arte como uma necessidade tão vital quanto respirar. Não escolhemos precisar criar — é parte de quem somos. E se assim somos, assim seremos. Através do fazer criativo, resistimos. Expressamos nossas individualidades de forma coletiva, enquanto carregamos, em nós, as marcas das coletividades que nos moldam.

Buscamos encorajar nossos pares a abraçarem sua verdade, como canta Pitty: “o importante é ser você, mesmo que seja bizarro”. Ou como disse Oscar Wilde: “Seja você mesmo, todos os outros já existem”. Num mundo que insiste na homogeneidade e na massificação, o simples ato de SER é, por si só, revolucionário.

Somos sobreviventes. Não foi nossa intenção sê-los, mas cá estamos, lutando para existir, para dizer que existimos e resistimos. Nossas vozes nem sempre são sonoras, mas sempre são sentidas. Pouco nos importa se nos veem como patinhos feios ou belos cisnes. Somos o CISNI — e essa é a nossa força.